Cartilha orienta idosos e cuidadores sobre atividades durante o período de isolamento social

O Programa de Investigação e Intervenção na Saúde do Idoso, do Departamento de Fonoaudiologia da Ufes, elaborou uma cartilha (veja arquivo anexado abaixo) que objetiva contribuir com a manutenção da qualidade de vida dos idosos e de seus cuidadores, neste período de isolamento social provocado pela pandemia da COVID-19. 

O material, intitulado Orientações promotoras de vida saudável para idosos em período de isolamento social na pandemia COVID-19, traz sugestões sobre autocuidado, cuidado com o outro e estimulação cognitiva e auditiva na terceira idade.

“Neste momento de distanciamento social, no qual as interações comunicativas estão de alguma forma afetadas, a cartilha vem fornecer orientações importantes para a estimulação e a manutenção das habilidades auditivas e de linguagem das pessoas que estão na terceira idade, aproximando ainda mais os idosos de seus cuidadores”, explica a professora do Departamento de Fonoaudiologia e uma das responsáveis pela cartilha Larissa Bassan.

Qualidade de vida

Com uma linguagem simples e bem explicativa, o material ilustrativo, em suas 16 páginas, apresenta também orientações que possibilitam o desenvolvimento de atividades para os idosos em casa e em instituições de longa permanência, contribuindo para a manutenção de suas habilidades comunicativas, que são essenciais para a qualidade de vida dessa faixa etária.

A professora Larissa Bassan lembra que, “nesse momento de pandemia, idosos residentes em instituições de longa permanência estão impedidos de receber visitas nesses locais, e ainda há aqueles que moram sozinhos, estando impossibilitados de encontrar com seus familiares. A cartilha sugere atividades e ações para que eles possam manter-se ativos, diminuindo o efeito do isolamento social e contribuindo com a sua saúde mental”.

A cartilha engloba atividades que podem ser realizadas em duplas ou em grupos, orientações aos cuidadores e familiares de idosos, dicas de leituras e ocupações que exercitam memória, atenção, concentração e raciocínio.

Além da professora Larissa Bassan, participaram da elaboração do material as professoras Eliane Dadalto, Mabel Almeida e Carmen Barreira-Nielsen.

Fator de risco

Conforme informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), toda a população está vulnerável à infecção pelo novo coronavírus. Entretanto, pessoas com mais de 60 anos estão no grupo de risco, com grande possibilidade de contrair a doença e desenvolver complicações que podem levar a óbito, uma vez que o sistema imunológico dessas pessoas são menos eficazes e resistentes, e o vírus se apodera com mais rapidez, especialmente se o idoso já tenha problemas de saúde.

De acordo com dados do Ministério da Saúde de 2019, o Brasil tem 29,3 milhões de idosos, representando 14,3% da população.

 

Texto: Jorge Medina
Imagem: Freepik
Edição: Thereza Marinho

 

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