Curso de Terapia Ocupacional orienta sobre cuidados de higienização para pessoas com deficiência

Professores e estudantes do curso de Terapia Ocupacional da Ufes, em conjunto com os projetos de extensão Tato I3D e Tato-Comunidade, desenvolveram a cartilha Tecnologia assistiva e o enfrentamento à COVID-19: orientações de higienização de dispositivos para pessoas com deficiência. O material, que também tem recursos de audiobook (veja arquivo anexado abaixo) tem o objetivo de orientar sobre os cuidados diferenciados com a higienização para esse grupo de pessoas, principalmente em tempos de pandemia, como a da COVID-19.

Trata-se de um material informativo com orientações de higienização para pessoas com deficiência e seus cuidadores. Nele são abordados a higiene pessoal e os dispositivos de tecnologia assistiva utilizados, como cadeiras de rodas, bengalas, muletas e órteses.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de um bilhão de pessoas possuem algum tipo de deficiência no mundo. No Brasil, informações do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informam que são 45 milhões, o equivalente a 24% da população. No Espírito Santo, esse número chega a quase um milhão de pessoas com algum tipo de deficiência.

“A cartilha foi elaborada para dar orientações às pessoas com deficiência temporária ou permanente sobre os cuidados com a higienização pessoal e com os recursos assistivos de que elas fazem uso. As pessoas com deficiência são muito vulneráveis ao contágio. Embora consideradas como grupo de risco pelo Ministério da Saúde, elas não tiveram nenhuma orientação sobre a higienização dos equipamentos assistivos. Outro ponto preocupante é que várias pessoas com necessidades especiais apresentam doenças respiratórias, cardíacas e renais ou obesidade, que podem levar a um quadro mais grave, se forem contagiadas pelo coronavírus”, explica uma das coordenadoras do projeto, a professora do Departamento de Terapia Ocupacional da Ufes Gilma Coutinho.

Equipamentos

A cartilha, produzida em uma linguagem simples e didática, informa o passo a passo de como fazer a higiene pessoal e dos diversos tipos de materiais, como metal, plástico, termoplástico, borracha e tecido, que fazem parte dos equipamentos utilizados por pessoas com deficiência. “O intuito é orientar para uma higienização segura, prevenindo um possível risco de contágio da doença”, enfatiza Gilma Coutinho.

O material ainda alerta sobre o cuidado com o uso de produtos como água sanitária e álcool, e informa os telefones de emergências no caso de acidentes. Destaca também a preocupação com os cuidados de higiene das crianças com deficiência, principalmente quando existem alterações cognitivas que podem comprometer a compreensão da situação que elas estão vivendo durante a pandemia.

Tecnologia assistiva e o enfrentamento à COVID-19 também é destinada aos profissionais da saúde, familiares de pacientes e profissionais da área de educação, como professores e educadores.

O documento foi elaborado sob a coordenação das professoras Gilma Coutinho e Mariana Sime. Participaram na organização as estudantes Bruna Bergamin, Julimar da Silva, Lalesca Zanoti, Lavínia do Nascimento, Mariane da Silva e Priscila dos Santos.

Projeto de extensão

O Tato I3D é um projeto de extensão do Departamento de Terapia Ocupacional da Ufes que tem como objetivos capacitar o estudante do curso de graduação em Terapia Ocupacional para o uso da impressora 3D, utilizada na confecção de órteses, adaptações e próteses; proporcionar às pessoas com deficiência física o acesso a essa tecnologia; e realizar pesquisas a respeito da confecção, da aceitação e do uso de órteses e próteses impressas.

 

Texto: Jorge Medina
Edição: Thereza Marinho

 

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