Febre do Nilo: órgãos estaduais de saúde adotam medidas para controlar a doença

Esta semana, a população capixaba recebeu a notícia de que outra doença transmitida por mosquitos, a Febre do Nilo Ocidental (FNO), provocou a morte de cavalos no município de São Mateus, no norte do Estado. A doença pode ser transmitida aos seres humanos mas, segundo o médico infectologista, especialista em insetos transmissores e professor do Departamento de Medicina Social da Ufes, Aloísio Falqueto, não há motivos para alarde.

“A população capixaba não precisa se preocupar. Os órgãos competentes de saúde do estado já estão tomando as medidas necessárias para controlar a doença”, afirma o médico.

O vírus é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo). Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus e como fonte de infecção para os mosquitos. Também pode infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. Não há transmissão de pessoa para pessoa.

O professor Falqueto enfatizou que a preocupação das autoridades e dos pesquisadores deve ficar centrada nas ocorrências de mortes de aves. Caso exista foco de mortalidade nesta espécie, será um sinal de alerta para a sociedade. “Mas são raros os casos em que a doença provoca morte em humanos, é muito difícil”, destaca.

Sintomas

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral que pode ser assintomática ou com sintomas de distintos graus de gravidade – que variam desde febre e dor muscular até encefalite grave. As formas graves ocorrem com maior frequência em idosos. A doença é causada por um vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae, assim como os vírus da Dengue e da Febre Amarela.

Estima-se que 20% dos indivíduos infectados desenvolvam sintomas, na maioria das vezes leves, como febre aguda de início abrupto, frequentemente acompanhada de mal-estar, anorexia, náusea, vômito, dor nos olhos, dor de cabeça, dor muscular, surgimento de áreas vermelhas na pele com pápulas pequenas e aumento dos nódulos linfáticos.

“A Gerência de Vigilância em Saúde do Estado está acompanhando os casos. E a universidade está atuando em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde para manter a população informada. Em caso de aparecimento dos sintomas da doença, a pessoa deve procurar o serviço público de saúde”, afirma a professora do Departamento de Enfermagem e vice-reitora da Ufes, Ethel Maciel.

Tratamento

Não existe vacina ou tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento é sintomático para redução da febre e outros sintomas. Os casos mais graves podem necessitar de hospitalização para tratamento de suporte, com reposição intravenosa de fluidos, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias, além de tratamento específicos para pacientes com quadros de encefalites ou menigoencefelite em sua forma severa.

Texto: Jorge Medina
Edição: Thereza Marinho

 

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