Galeria Espaço Universitário abre exposição com obras de Attilio Colnago

Com desenhos da figura humana feitos em grafite, que tiveram como referência as fotografias da americana Joy Goldkind, o artista plástico e professor aposentado da Ufes Attilio Colnago traz para a Galeria de Arte Espaço Universitário (Gaeu), no campus de Goiabeiras, sua segunda exposição individual no espaço. Cantilena para Joy será aberta ao público nesta quinta-feira, 23, às 19 horas, podendo ser visitada até 23 de agosto. A entrada é gratuita.

A mostra, composta por um conjunto de 20 criações inéditas e outras já conhecidas do público (com novas significações), integra o calendário de comemorações dos 65 anos da Universidade e celebra, também, os 40 anos de atividade profissional de Attilio. “Buscamos possibilitar ao público celebrar o percurso de uma universidade pública, que participa de diferentes facetas do desenvolvimento do estado e, também, o encontro com a obra de um artista oriundo dessa instituição de ensino, que trilhou um caminho de igual importância e contribuiu para afirmar o talento local”, diz o professor Paulo de Barros, curador da exposição.

Barros define Attilio como “um desenhista por vocação e um ilusionista por natureza”. A exposição é composta por desenhos, pinturas ou objetos com referências aos períodos Barroco, Renascimento e Modernismo. As obras que mais representam a nova fase do artista são os desenhos e as pinturas, os quais se diferem dos trabalhos anteriores, que tinham como preocupação a construção e a inserção da figura humana em uma ideia de profundidade.

Cantilena para Joy

A série Cantilena para Joy teve início em 2014, tornando-se o caminho pelo qual Attilio introduziu novos elementos que agora afloram de forma mais ampla no seu trabalho, especialmente com relação ao tratamento da figura humana. A exposição apresenta memórias afetivas, passionais e autobiográficas do artista, enfatizando as dualidades sagrado-profano e feminino-masculino, além de referências da história da arte e da imagem sacra.

Trata-se de uma vasta iconografia à qual Attilio acresce suas memórias e vivências pessoais – inserções que se dão de maneira velada. “Elas vêm sempre por baixo do grafite e dos diferentes materiais utilizados na produção de seus objetos e, por isso, torna-se imperativo imergir nos códigos das representações e nos sentidos que ele outorga a essas referências, sacras ou não”, explica o curador.

Para Paulo, este é um trabalho de “curadoria afetiva”, já que ele foi aluno de Attilio e, posteriormente, parceiro profissional do artista: “Compartilhamos trabalhos e aprendizados na área de conservação e restauração do patrimônio cultural. Esta será a terceira mostra em que trabalharemos juntos, o que será um grande prazer”.

A exposição fica aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Excepcionalmente neste fim de semana, a Galeria abrirá suas portas para visitação do público às obras da exposição. No sábado, 25, a Gaeu funcionará das 9 às 16 horas, e no domingo, 26, das 9 às 13 horas.

Para mais informações ou agendamentos de visitas de grupos, os interessados devem entrar em contato com a Gaeu pelos telefones (27) 3335-7853 e (27) 3335-2371 ou pelo e-mail educativogaleria.supecc [at] ufes.br.

O artista

Attilio Colnago nasceu em São Domingos do Norte, interior do Espírito Santo, em 1955. Em 1973, ingressou na Ufes, onde estudou Artes Plásticas. É especialista em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis e mestre em Teoria da Arte, área de Patrimônio e Cultura. Foi professor da Ufes por 40 anos, até sua aposentadoria, este ano.

Dentre as características que imprime em seus trabalhos de desenho e pintura, estão intemporalidade; referências renascentistas e barrocas; alusão aos mestres da pintura; estudos da figura humana; referências autobiográficas; imaginário sacro; e paixões vividas, imaginadas ou desejadas. É um artista com obras biográficas, profanas e religiosas, que fundem espiritual e carnal.

Com múltipla formação nos campos das artes, restauração e educação, tornou-se um dos artistas mais respeitados por seus pares. Dentre suas obras, destaque para Señor Muerto de los Dolores que Pastoreio, pintura já conhecida pelo público, que frequentemente ganha novos modos de apresentação e de ressignificação.

 

Texto: Adriana Damasceno
Edição: Thereza Marinho

 

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