Laboratório de pesquisa do Ceunes é credenciado pelo Ministério da Agricultura

O Laboratório de Eficiência e Aplicabilidade Agronômica, localizado no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), recebeu o credenciamento do Ministério da Agricultura para a realização de análises de produtos agroquímicos utilizados no controle de pragas e doenças.

Com uma estrutura que atende a legislação, o laboratório está, desde agosto, autorizado a realizar testes em novos produtos no Brasil. “A partir de agora, qualquer produto que for registrado para controle de doenças e pragas na agricultura poderá ser testado oficialmente na Ufes, no campus de São Mateus”, explica o coordenador do projeto e professor do Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas, Marcelo Barreto.

O professor também ressalta que o fato é benéfico tanto para a Universidade quanto para a comunidade externa. Para os estudantes, as pesquisas na área do controle químico fazem parte da disciplina do curso de Agronomia e introduzem o discente na iniciação científica, uma vez que as atividades incluem trabalho de campo, coleta de informações e apresentação de relatórios. Já para a comunidade, o resultado da análise vai fundamentar o registro de novos produtos. “É muito bom quando você tem uma investigação feita dentro do ambiente acadêmico, porque nós temos como característica o rigor técnico associado à imparcialidade. Então, você tem um dado mais confiável, mais garantido. E, por isso, as empresas preferem trabalhar com a universidade”, afirma.

Pesquisa

Além do Laboratório de Eficiência e Aplicabilidade Agronômica, possui credenciamento do Ministério da Agricultura o Laboratório de Análises Fitossanitárias (LAF), também do Ceunes. Inaugurado em 2013, ele analisa a presença de nematoides (vermes) em plantações de café, pimenta-do-reino e goiaba.

O projeto surgiu a partir de uma portaria do Ministério da Agricultura que exigia de determinadas culturas, como a de pimenta-do-reino, a realização de análises em laboratórios credenciados ao órgão. "Não havia nenhum laboratório credenciado no estado, e o único credenciado era em Minas Gerais. Mas, era difícil para o produtor local enviar a amostra para fora", lembra o professor Marcelo Barreto, que também coordena o LAF.

Atualmente, o Laboratório de Análises Fitossanitárias analisa cerca de mil amostras por ano de produtores do Espírito Santo, de Minas Gerais e da Bahia.

 

Texto: Andrezza Steck (estagiária de Comunicação)
Edição: Thereza Marinho

 

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