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Projeto de extensão ensina línguas românicas a estudantes da rede pública

O Departamento de Letras e Línguas da Ufes está realizando o projeto de extensão Leitura Plurilíngue, inédito no Espírito Santo, que propõe o ensino gratuito de espanhol, francês, italiano, romeno e catalão (as chamadas línguas românicas) para alunos de ensino médio ou técnico em escolas públicas do ensino regular de Vitória.

A Escola Estadual Almirante Barroso é parceira nesse estudo, tendo sido escolhida por sua proximidade com a Ufes e por ser aberta a projetos extracurriculares.

Cerca de 25 alunos estão participando do curso, que teve início no dia 4 de junho e é realizado nas manhãs de segunda-feira no prédio Bernadete Lyra, no campus de Goiabeiras. Serão 20 encontros com 2 horas de duração cada. A ideia é que, ao final, os estudantes sejam capazes de compreender textos orais e escritos nos idiomas propostos.

“Os alunos se mostraram muito interessados e curiosos com idiomas ‘pouco comuns’ e alguns relataram que esta talvez seja a única oportunidade que terão de acesso a mais uma língua estrangeira”, ressalta o coordenador do projeto e professor de Língua e Literatura Italiana na Ufes, Igor Porsette.

Segundo a diretora Ana Beatriz Fonseca, a escola Almirante Barroso sempre articula parcerias com projetos propostos pela Ufes, tornando possível a inclusão dos alunos secundaristas ao ambiente universitário. “Quando conhecemos o projeto Leitura Plurilíngue, percebemos ali um novo desafio e uma excelente oportunidade de aprendizado para nossos jovens. É algo que já se tornou indispensável em nossa escola”, sintetiza.

Ana Beatriz acredita que o curso também desperta nos alunos a criatividade, o foco, a memorização e o raciocínio lógico e que tais características são relevantes para o fortalecimento da identidade e da autoconfiança: “Isto faz com que esses jovens atuem no mundo como protagonistas de sua própria história, ao oferecer diferenciais que vão ajudar na inserção ao mercado de trabalho”.

O Projeto

O Leitura Plurilíngue é um projeto inédito no Espírito Santo, tendo os estados do Rio Grande do Norte e Paraná desenvolvido atividades semelhantes. “É uma área relativamente nova no Brasil, com menos de 40 dissertações e teses publicadas”, diz Porsette, que tem as línguas estrangeiras como tema de sua pesquisa de doutorado.

Para o professor, o ensino de novas línguas ocupa um lugar de desprestígio no ambiente escolar, o que faz com que os estudantes cheguem às universidades sem domínio de um segundo idioma – mesmo após frequentar os ensinos fundamental e médio, que preveem aulas dessas disciplinas. “Prova disso é a criação do Programa Idiomas sem Fronteiras, cuja finalidade geral é levar as línguas estrangeiras até os estudantes do ensino superior a fim de permitir que as pesquisas brasileiras se internacionalizem”, explica.

Segundo Porsetti, o objetivo do projeto é oferecer a alunos da rede pública a oportunidade de aprender outras línguas fora do que é habitualmente ensinado, expandindo o repertório de conhecimento para outras culturas. “Podemos maneira, repensar o modo como se ensina língua estrangeira na escola", sugere.

Texto: Adriana Damasceno
Edição: Thereza Marinho

 

 

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