Violência contra a mulher em debate na Ufes nesta sexta-feira, 6

O Laboratório de Estudos de Gênero, Poder e Violência (LEGPV) da Ufes realiza nesta sexta-feira, 6, o II Colóquio Homens e a Violência Contra as Mulheres. O evento será realizado das 13 às 18 horas, na sala 2 do prédio IC III, no campus de Goiabeiras.

O objetivo é divulgar os grupos de pesquisa e de ensino que trabalham na prevenção à violência de gênero no Estado do Espírito Santo, além de conhecer experiências desenvolvidas em outras instituições, visando à construção de parcerias no desenvolvimento de projetos de prevenção e acolhimento de pessoas vítimas da violência.

Participarão do colóquio representantes da Ufes; da Prefeitura Municipal de Vitória (PMV); da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo e do Fórum Homens Capixabas; e o psicanalista do Instituto Somoto, do Rio de Janeiro, Fernando Acosta. Eles participarão da mesa-redonda Homens autores de violência contra as mulheres, que será mediada pela coordenadora do LEGPV, Maria Beatriz Nader.

Laço branco

Às 17 horas, haverá o lançamento da Campanha Laço Branco com uma caminhada dos participantes do evento pelas passarelas da Ufes com a entrega de laços brancos aos homens. O objetivo é sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher e na luta pela promoção da equidade de gênero e superação das desigualdades entre homens e mulheres.

“A violência de gênero tem causa no entendimento masculino de que existe uma hierarquia na qual as mulheres são sempre inferiores aos homens e, por desconhecimento de valores à dignidade humana, as agressões às mulheres são repetidas com frequência. Para coibir a violência de gênero, profissionais das áreas de saúde, de assistência social, de segurança pública, de educação e policiais civis e militares têm se unido em grupos de reflexão e ajuda para intervir na ressocialização dos homens agressores, condenados ou não. O intuito dos grupos é colaborar na reeducação desses homens e fazê-los compreender que homens e mulheres são iguais perante a lei, e na sociedade essa igualdade deve prevalecer a todo custo”, explica Maria Beatriz Nader.

As inscrições e outras informações sobre o colóquio estão disponíveis no site http://legpv.ufes.br/inscricoes-0.

O LEGPV/Ufes desenvolve também pesquisas de natureza institucional e outras atividades de caráter acadêmico que fomentam o desenvolvimento e a divulgação da produção do conhecimento das relações de gênero, das relações de poder e sobre a violência de gênero, contra a mulher e contra o homem, intrafamiliar, doméstica ou não.

Existem ainda outras ações dentro da Universidade de conscientização e combate à violência contra a mulher e ao feminicídio. Dentre elas, estão os trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Pesquisas sobre Violência contra a Mulher (Lapvim) e pelo Programa de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (Pavivis), que funciona no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam-Ufes).

Dados

Nos últimos 12 meses, 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Esses dados são de um levantamento realizado pelo Instituto Datafolha feito em fevereiro deste ano e encomendado pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública para avaliar o impacto da violência contra as mulheres no Brasil.

Segundo dados publicados no 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2018, os feminicídios corresponderam a 29,6% dos homicídios dolosos de mulheres. Foram registrados 1.151 casos em 2017 e 1.206 em 2018, um crescimento de 4% nos números absolutos, conforme o anuário. Além disso, uma mulher registra agressão sob a Lei Maria da Penha a cada dois minutos.

 

Texto: Jorge Medina
Edição: Thereza Marinho

 

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