Como aproximar a produção de conhecimento científico da atuação dos órgãos responsáveis pela prevenção e resposta a desastres? Essa foi a questão que orientou os debates durante a cerimônia de apresentação do Comitê Interinstitucional de Monitoramento de Emergências Climáticas e Desastres (CIMECli), realizada na manhã desta terça-feira, 4, no auditório do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Metodologias para Análise de Petróleos (LabPetro), no campus de Goiabeiras da Ufes.
O encontro reuniu representantes da Ufes, como o reitor Eustáquio de Castro e a vice-reitora Sonia Lopes, de órgãos públicos e de instituições que atuam no monitoramento, na prevenção e na resposta a emergências climáticas. Participaram da programação integrantes das defesas civis municipais, das secretarias municipais de meio ambiente, do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), da Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Serviço Geológico do Brasil, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Capitania dos Portos do Espírito Santo.
Rede permanente
Durante o evento, foi apresentado o modelo de funcionamento do CIMECli. A proposta prevê uma rede permanente de inteligência científica e governança colaborativa, articulando pesquisadores, órgãos públicos e instituições técnicas para produzir informações, apoiar políticas públicas e fortalecer ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação diante de eventos extremos. A estrutura contempla núcleos de governança, produção de conhecimento, integração de dados, parcerias institucionais e impacto social, além da implantação de uma Sala de Situação e Inteligência Territorial para subsidiar a tomada de decisões.
Entre os resultados esperados estão o mapeamento de áreas de risco, o desenvolvimento de metodologias, a elaboração de medidas estruturais e não estruturais e a produção de subsídios para políticas públicas voltadas à redução dos impactos dos desastres.
Os impactos das mudanças climáticas sobre a população estiveram entre os principais temas discutidos pelos debatedores. Também foram aprofundados assuntos como o papel das universidades públicas diante da emergência climática, monitoramento de grupos vulneráveis, crise hídrica, rompimento de barragens e planejamento territorial. O evento contou com as exposições dos professores da Ufes Ethel Maciel (Departamento de Enfermagem), Neyval Costa (Departamento de Engenharia Ambiental) Kyssyanne Oliveira e Alex Bastos (Departamento de Oceanografia e Ecologia).
Foto: Adriana Damasceno
Universidade Federal do Espírito Santo