Filme premiado em diversos festivais brasileiros, Mambembe entra na programação do Cine Metrópolis

14/05/2026 - 14:29  •  Atualizado 18/05/2026 08:58
Texto: Leandro Reis     Edição: Thereza Marinho
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Cena do filme Mambembe, na qual aparece o protagonista dentro de um carro, sendo abordado por uma mulher na janela

Mistura de ficção e documentário, o filme Mambembe chega ao Cine Metrópolis nesta quinta-feira, 14. Marcado por uma narrativa inventiva, o longa-metragem de Fabio Meira estreia no circuito comercial após vencer uma série de prêmios em festivais pelo Brasil.

A trama acompanha Ruy, um topógrafo misterioso que encontra três artistas de circo, Índia Morena, Madona Show e Jéssica. A partir desse encontro, o diretor Fabio Meira entrelaça memórias de seu próprio pai à história do filme e reflete sobre a realidade das artistas circenses no país. A narrativa se transforma ainda mais quando o processo criativo do filme se mistura às cenas, retomando o projeto original do longa, interrompido pelo diretor há 15 anos.

Mambembe foi o grande vencedor da Mostra Cinema Goiano, levando os prêmios de Melhor Filme, Direção e Montagem. Também foi premiado, entre diversas categorias, nos festivais XX Panorama Internacional Coisa de Cinema, Festival Guarnicê de Cinema e Bravo Film Festival.

Além da estreia, o Metrópolis segue exibindo os filmes EclipseAqui Não Entra LuzNino de Sexta a SegundaA Cronologia da Água. Nesta sexta-feira, 15, às 19 horas, a sessão de Eclipse terá um debate com a diretora Djin Sganzerla, mediado pelo professor Fabio Camarneiro, do Departamento de Comunicação Social da Ufes.


Confira as sinopses dos filmes em cartaz no Cine Metrópolis de 14 a 20 de maio:  

Mambembe, de Fabio Meira (Brasil, 2026)

Três mulheres de um circo itinerante, Índia Morena, Madona Show e Jéssica, cruzam o caminho de um misterioso topógrafo. A partir das histórias deles, é desenhada uma trama que mistura ficção e realidade ao longo de 15 anos. Mambembe é uma jornada sobre o tempo, a arte circense e o cinema.

Eclipse, de Djin Sganzerla (Brasil, 2026) 

Cleo é uma astrônoma que passa por um período de crise. Emocionalmente fragilizada e grávida, inesperadamente recebe a visita de sua meia-irmã indígena. O encontro as conduz a uma jornada compartilhada de descobertas, despertando memórias esquecidas e fragmentadas em Cleo e revelando segredos sombrios de ambas. Nessa investigação, a convivência entre as duas permite que se construa um elo inesperado cujas consequências as transformam.

Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (Brasil, 2026) 

Entre memórias pessoais e pesquisas históricas, uma cineasta, filha de uma trabalhadora doméstica, percorre os quatro estados brasileiros que mais receberam mão de obra escravizada e revela como os espaços de moradia foram projetados para segregar corpos e sustentar hierarquias. No caminho, encontra mulheres que enfrentam esse legado e lutam para que suas filhas possam sonhar outros destinos. O filme constrói um retrato íntimo e político de como a arquitetura no Brasil ainda carrega os traços da escravidão.

Nino de Sexta a Segunda, de Pauline Loquès  (França, 2026) 

Nino é um jovem que vive em Paris e descobre em um exame de rotina que tem câncer. O tratamento deve começar no início da semana seguinte. O filme retrata os dias entre o diagnóstico e o início do tratamento, em que ele tenta assimilar a notícia e elaborar como contar para os que são próximos. Nesse final de semana, tentará se reconectar consigo mesmo e com o mundo que o rodeia, numa jornada de reflexão sobre a vida, a fragilidade e as relações humanas. Exibido na Semana da Crítica do Festival de Cannes 2025. 

A Cronologia da Água, de Kristen Stewart (Estados Unidos/França/Letônia, 2026)

Em sua estreia na direção, Kristen Stewart leva às telas as memórias de Lidia, uma jovem que cresce marcada pelo abuso sexual do próprio pai na infância e na adolescência. Na natação, ela encontra uma forma de sobreviver, mas seus sonhos atléticos são interrompidos, e ela se afunda em um ciclo de autossabotagem. Aos poucos, descobre na escrita um caminho para habitar o próprio corpo e transformar o trauma em possibilidade de existir. 

Veja os horários das sessões na página do Cine Metrópolis

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