Orquestra Capixaba Sinfônica apresenta concerto dedicado à ópera nesta quarta-feira, 3, no Teatro Universitário

02/06/2026 - 17:34  •  Atualizado 03/06/2026 19:46
Texto: Leandro Reis     Edição: Thereza Marinho
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Cartaz de divulgação do evento

A Orquestra Capixaba Sinfônica (OCA) revisita o repertório clássico da ópera no espetáculo A Ópera é Pop, nesta quarta-feira, 3, no Teatro Universitário. A OCA sobe ao palco a partir das 20 horas, acompanhada das cantoras Luana Schaeffer e Priscila Aquino, para executar um programa com obras de Giuseppe Verdi, Carlos Gomes, Mozart e outros compositores fundamentais do gênero. Os ingressos estão à venda pelo site Sympla.

A ideia de trabalhar com o “repertório desafiador” da ópera era um desejo antigo da Orquestra, explica a regente da OCA, Ludhymila Bruzzi. Segundo ela, o concerto estava programado para o segundo semestre deste ano, mas a recente controvérsia provocada por um comentário do ator norte-americano Timothée Chalamet, em que afirmava que “ninguém se importava” mais com ópera ou balé, motivou a antecipação do espetáculo.

“Queremos provocar justamente essa reflexão: por que ainda enxergamos a ópera como algo distante das pessoas ou ultrapassado? Muitas vezes, essa linguagem é colocada num lugar muito elitizado, mas, historicamente, a ópera sempre foi popular e continua sendo”, afirma Bruzzi.

Tradição e modernidade

Para a regente, a atualidade do gênero permanece em elementos como a emoção, a teatralidade e a comunicação direta com a plateia. “O que fazemos é mudar a forma de apresentar e contextualizar essas obras para o público de hoje”, explica ela. Por isso, durante os ensaios, a equipe precisou encontrar um equilíbrio entre a tradição operística e uma interpretação mais contemporânea. “A ópera exige muito refinamento técnico, tanto da orquestra quanto das cantoras, principalmente em questões de dinâmica, escuta e construção dramática”, diz.

Outros aspectos do espetáculo são sua narratividade e força visual, que encontram eco no trabalho da artista Geisa da Silva, convidada para realizar intervenções visuais durante o concerto. “Mesmo sem encenação completa, queríamos que cada ária e cada dueto carregassem uma presença teatral e visual muito forte, para que o público pudesse se conectar emocionalmente com a música”, afirma Bruzzi.

Acompanhando a OCA, as cantoras Luana Schaeffer e Priscila Aquino são participações centrais para o concerto, diz a regente. “São artistas capixabas com presenças muito diferentes, mas que se complementam de forma muito bonita no palco. Cada uma traz uma personalidade vocal e cênica muito própria, e isso enriquece muito o programa”, opina.

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