Professora da Ufes eleita vice-presidente de sociedade internacional de paleontologia é pessoa primeira sul-americana no cargo

01/09/2026 - 17:30  •  Atualizado 01/09/2026 19:31
Texto: Thereza Marinho
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Logomarca da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados

A professora do Departamento de Ciências Biológicas da Ufes, coordenadora do Laboratório de Paleontologia da Ufes e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal (PPGBAN), Taissa Rodrigues, foi eleita vice-presidente da Society of Vertebrate Paleontology (Sociedade de Paleontologia de Vertebrados), entidade internacional sediada nos Estados Unidos. Ela foi a primeira brasileira concorrendo ao cargo e é a primeira pessoa sul-americana no posto.

A eleição ocorreu no final de agosto, após indicação realizada por uma comissão formada por ex-presidentes da entidade. O mandato tem prazo de dois anos (de novembro de 2026 a novembro de 2028) e, após esse período, a pessoa ocupante do cargo de vice-presidente é automaticamente conduzida ao cargo de presidente, no qual atuará por mais dois anos.

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foto da professora em um deserto
Taissa Rodrigues em uma pesquisa de campo

As pesquisas realizadas pela professora têm como foco principal a anatomia e sistemática de pterossauros e a evolução da biota do Cretáceo (o último e mais longo período da era Mesozoica, compreendido entre aproximadamente 145 milhões e 66 milhões de anos atrás). Ela também se dedica a estudos sobre diversidade de gênero na Paleontologia e tráfico de fósseis. 

A Society of Vertebrate Paleontology foi fundada nos EUA em 1940 e atualmente reúne cerca de 2 mil membros de todo o mundo, entre pesquisadores, estudantes, artistas e profissionais da área de paleontologia de animais vertebrados. A entidade tem como objetivos principais promover o avanço da ciência da paleontologia de vertebrados; apoiar e incentivar a descoberta, conservação e proteção de fósseis de vertebrados e sítios fossilíferos; e promover a compreensão científica, educacional e pessoal dos fósseis de vertebrados e dos sítios fossilíferos por parte de paleontólogos amadores, estudantes e profissionais, bem como do público em geral. 


Foto: Acervo pessoal

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