Professores da Ufes lançam livros de poemas em Vitória nesta quinta-feira, 20

18/08/2026 - 14:50  •  Atualizado 18/08/2026 17:31
Texto: Leandro Reis     Edição: Thereza Marinho
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Cartaz de divulgação do evento

A professora Maria Amélia Dalvi, do Departamento de Linguagens, Cultura e Educação (DLCE) e o professor Wilberth Salgueiro, do Departamento de Letras, lançam livros de poemas nesta quinta-feira, 20, em Vitória. O lançamento acontece no Bar e Restaurante Canto da Penha (Av. Saturnino Rangel Mauro, 975, Jardim da Penha), a partir das 18h30, e conta com shows de Dora Dalvi e Lore Dalvi.

Palestina e outros poemas (Editora Pedregulho), de Maria Amélia Dalvi, é formado por duas partes. A primeira, intitulada Palestina, reúne textos compostos de 21 quadras de métrica regular, entrecortada por reproduções de fragmentos jornalísticos retrabalhados ficcionalmente e dedicada ao conflito/genocídio em curso perpetrado pelo sionismo, segundo a autora. A outra seção do livro traz poemas de teor político, metalinguístico/metaliterário e erótico-amorosos. 

Conforme apresentação escrita por Cristina Gutiérrez Leal, poeta e professora da Universidade Federal de Uberlândia, a poesia da autora “manifesta profunda inconformidade, espanto e ademais um certo encantamento com a linguagem”, em um projeto estético-político que “se interroga sobre o mundo e sobre si”, sob um “imperativo de não esquecimento”. Trata-se da segunda obra de poemas da professora, que lançou Poema algum basta (Editora Cousa), em 2019.

Meia sete (sonetos anotados), de Wilberth Salgueiro, reúne 938 decassílabos com sutilezas que convocam o olhar atento do leitor, segundo texto de orelha do poeta e professor Antonio Carlos Secchin. Aparentemente não rimados – seriam denominados “brancos” –, os versos, na verdade e com frequência, contêm rimas toantes – pouco perceptíveis, pois, fugindo do convencional padrão de coincidência fonética total entre vogais tônicas, elas se desdobram em variantes que incidem em vogais orais e nasais, ou em timbres abertos e fechados. 

Os poemas do livro são acompanhados de anotações, num diálogo entre a voz do criador e do comentador. Para Secchin, os adendos aos sonetos iluminam aspectos menos evidentes nos processos de construção de formas e de sentidos. Os poemas, em sua maioria narrativos, levam ao extremo a prática do “enjambement” (recurso poético em que a estrutura sintática de uma frase não termina no fim de um verso, transbordando e se completando apenas no verso seguinte), combinando humor e ironia, referências à literatura e às outras artes, além de uma “autopoesia”.

Os livros serão vendidos no lançamento por R$ 45.

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