Reitor da Ufes participa de reunião com presidente Lula: “marcou retomada do diálogo”

Sair do obscurantismo, oferecer uma educação alinhada ao “novo mundo do trabalho”, ampliar programas como o Universidade Para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), garantir a autonomia das universidades e promover encontros anuais para ouvir as demandas das universidades. Essas foram as principais ações anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião realizada com reitores de universidades e institutos federais de ensino na manhã desta quinta-feira, 19, no Palácio do Planalto. 

O presidente abriu o encontro afirmando que a reunião era o “encontro da civilização”. “Estamos começando um novo momento. Sei do obscurantismo que se viveu nos últimos quatro anos, e eu quero dizer que estamos saindo das trevas para voltar à luminosidade de um novo tempo”, disse. 

O reitor da Ufes, Paulo Vargas, participou da reunião e afirmou que o encontro marcou a retomada do diálogo e de relações respeitosas entre o governo federal e as universidades, que foram fortemente desgastadas por iniciativa da gestão anterior.

“O presidente Lula deixou claro o seu respeito e reconhecimento às universidades em sua autonomia e em seu papel no desenvolvimento econômico e social. Também destacou a importância da educação em todos os níveis, para que o Brasil ultrapasse o atual e já longo estágio de país em desenvolvimento, e se torne um país desenvolvido”, destacou. 

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Fonseca, agradeceu pelo encontro e afirmou que a atual geração de reitores e de reitoras não sabe o que significa uma reunião com o presidente da República: “Quero, portanto, fazer essa palavra de reconhecimento e de agradecimento pelo fato de, logo no primeiro mês dessa gestão, nós podermos ser recebidos aqui. É um gesto carregado de simbologia”.  

Ele lembrou que, nos últimos anos, os reitores foram maltratados e as universidades federais tiveram seus orçamentos “esganados”. “Fomos colocados como alvos e, pior, fomos alijados do nosso papel natural, que é o papel de estar a serviço do Brasil e dos projetos de desenvolvimento nacional”, disse. 

Projetos estratégicos 

Fonseca (na foto, cumprimentando o presidente Lula) ressaltou que as universidades federais brasileiras querem apresentar a sua firme disposição de estar a serviço do Brasil, no desenvolvimento dos projetos estratégicos. “Seja na área do meio ambiente, da energia limpa, da reindustrialização, seja na área da educação, dos demais níveis de educação para, enfim, acabar com essa dualidade entre a educação superior e os demais níveis de ensino. Porque a universidade entende que a educação básica e os outros níveis de educação também são assuntos nossos”, defendeu. 

Ele destacou que é preciso garantir as condições para que a universidade cumpra sua função natural. “Sejam meios orçamentários dignos e adequados, sejam meios para exercer nossa democracia interna, nossa constitucionalmente instituída autonomia universitária”, destacou. 

Principais ações 

Durante o encontro, um dos pontos ressaltados pelo presidente Lula foi a importância da participação das universidades para, junto com empresários, sindicatos e governo, contribuirem para a inserção das pessoas no mercado de trabalho, e citou a falta de qualificação de trabalhadores para ocupar funções que exigem conhecimento em tecnologia. Ele também apontou a escolha dos cursos prioritários para o país como um ponto que precisa ser discutido.  

O presidente defendeu a ampliação de programas como o ProUni e o Fies, para abrir as portas da universidade e criar oportunidades para a população mais pobre. Ele disse ainda que, durante todo o seu mandato, a autonomia das universidades será garantida, e que fará reuniões anuais para alinhar os compromissos.  

A reunião no Palácio do Planalto contou com a presença dos ministros da Educação, Camilo Santana; da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos; da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo; e da Casa Civil, Rui Costa, além de representantes de órgãos como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

O ministro Camilo Santana reforçou que o Ministério da Educação voltará a dialogar com todos os atores do setor e vai retomar a valorização e respeito pelo ensino superior no país. Entre os desafios, ele citou a ampliação da oferta de vagas, o combate à evasão escolar, a retomada de obras paradas e o reajuste de bolsas.  

Segundo o ministro, o reajuste nos valores das bolsas da Capes e do CNPq já foi autorizado pelo presidente e deve ser anunciado até o final deste mês. As bolsas são oferecidas para pesquisadores e, desde 2013, não recebem reajuste.

Texto: Thereza Marinho, com informações da Agência Brasil
Fotos: Ricardo Stuckert - Presidência da República

 

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