Um drama chileno e uma animação francesa renovam a programação do Cine Metrópolis a partir desta quinta-feira, 26. Em O Olhar Misterioso do Flamingo, o cineasta Diego Céspedes constrói uma alegoria sobre o impacto da aids na comunidade LGBT+. Já a outra estreia, Maya, Me Dê Um Título, é inspirada na experiência do diretor Michel Gondry, que tenta lidar com a distância geográfica de sua filha pequena.
Vencedor da mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes 2025, O Olhar Misterioso do Flamingo acompanha a história de Lidia, uma garota de 11 anos que vive com sua família queer numa cidade mineradora no deserto do Chile, em 1982. Quando uma doença mortal começa a se espalhar pela região, surgem rumores de que o contágio acontece por meio de um simples olhar de um homem gay. Em meio ao medo e às ameaças sofridas pela família, Lidia sai em busca de uma jornada pela justiça.
Conhecido sobretudo pelo filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, o cineasta francês Michel Gondry investe na autobiografia como o catalisador da animação Maya, Me Dê Um Título. Para lidar com a distância geográfica da filha, que vive em outro país, o diretor criou um ritual no qual, todas as noites, antes de dormir, ele pedia a Maya um título para um filme imaginário. A partir do nome criado pela filha, como “Maya e o Terremoto”, Gondry compunha um curta-metragem animado que sempre tinha a menina como a heroína da história. Neste longa, que estreia no Cine Metrópolis, o cineasta reúne as histórias criadas em parceria com a filha.
Além das estreias, o Cine Metrópolis segue exibindo, por mais uma semana, o filme Narciso, de Jeferson De.
Confira as sinopses dos filmes em cartaz no Cine Metrópolis de 26 de março a 1º de abril:
O Olhar Misterioso do Flamingo, de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha, 2026)
1982. Em uma isolada cidade mineradora no deserto do Chile, Lidia, uma menina de 11 anos, vive com sua família quando uma doença desconhecida e mortal começa a se espalhar. Rumores dizem que o contágio acontece por meio de um simples olhar. Com a comunidade mergulhada no medo e sua família sendo apontada como culpada, Lidia embarca em uma jornada para descobrir se essa lenda é apenas fruto do preconceito ou se há algo de verdadeiro por trás do mito.
Maya, Me Dê Um Título, de Michel Gondry (França, 2026)
Maya e seu pai, Michel Gondry, vivem em países diferentes. Para manterem contato, seu pai lhe pede todas as noites: “Maya, me dê um título”. Com base na resposta dela, ele cria uma animação curta, na qual Maya é a heroína.
Narciso, de Jeferson De (Brasil, 2025)
Narciso, menino negro e órfão, mora na casa de Carmem e Joaquim junto com outras crianças que aguardam por adoção. Ele sonha em ter uma família, mas acaba enfrentando uma grande decepção. Para alegrá-lo, uma das crianças lhe dá de presente uma bola de basquete mágica e diz que, se ele acertar três cestas, um gênio aparecerá e realizará todos os seus desejos.
Veja os horários das sessões na página do cinema.
Universidade Federal do Espírito Santo