Ferramenta desenvolvida na Ufes prevê tendências de casos de dengue no Espírito Santo

Uma ferramenta inovadora de previsão dos casos de dengue no Espírito Santo. Assim vem sendo conhecido o Painel de Monitoramento da Tendência de Casos de Dengue, criado pela Ufes em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti). O Painel monitora as tendências de buscas na internet pelo termo “dengue”, com o objetivo de prever novos surtos e alertar os municípios sobre o aumento ou a redução no número de casos da doença, com até duas semanas de antecedência.

Primeira entrega do projeto de extensão Escritório de Dados, vinculado ao Laboratório das Cidades (LabCidades/Ufes), a ferramenta coleta informações dos 49 municípios atualmente abarcados pelo aplicativo Google Trends, reconstrói séries históricas e desenvolve algoritmos para atualizar as informações de forma automática.

Professor do Departamento de Economia (DE) e coordenador do estudo, Everlam Montibeler explica o funcionamento da ferramenta: “A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por exemplo, vai lançar uma notificação, no dia 11 de fevereiro, dos casos de dengue da primeira semana do mês. Nós, já no dia 7, saberemos sobre as notificações que estavam sendo levantadas e divulgaremos no Painel, ainda neste dia, que houve aumento dos casos. Então, o prefeito já saberá o que o boletim oficial só será divulgado depois”.

Estatística

A equipe do projeto de extensão vem desenvolvendo técnicas estatísticas para identificar e emitir alertas para cada município monitorado sobre mudanças significativas nas buscas pelo termo “dengue” na internet. Montibeler destaca que métodos similares já estão em andamento em outros países, monitorando, inclusive, doenças como gripe e zika.

Segundo o coordenador, os casos de dengue no estado aumentam entre os meses de fevereiro e abril, com picos no fim de março: “A capacidade do Painel de capturar essas mudanças em tempo real oferece às autoridades de saúde uma visão da evolução da doença, auxiliando na tomada de decisões para combater a dengue de forma mais eficaz”.

Ele considera a ferramenta “um exemplo de como a inovação e a colaboração entre Universidade e Governo podem resultar em soluções práticas e eficientes para desafios de saúde pública”.

Resultados

De acordo com os resultados preliminares obtidos pelo Painel, houve um aumento da quantidade de buscas sobre o tema na internet a partir da segunda quinzena de janeiro (foto). Na avaliação de Montibeler, este comportamento sugere um crescimento da preocupação com a doença, apontando para um possível aumento no número de casos nas semanas seguintes.

Ele ressalta que o Painel não utiliza dados identificados e que todas as consultas ao banco de dados do Google são realizadas utilizando informações anônimas, desconsiderando os endereços de protocolo de internet (IP) ou localização física específica de qualquer usuário.

A próxima etapa do projeto envolve a incorporação de outros municípios para acompanhamento e, futuramente, a criação de um modelo de previsão capaz de medir o número de novos casos de dengue.

 

Texto: Adriana Damasceno
Foto: Pixabay e Divulgação
Edição: Leandro Reis

 

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