GAP abre nesta terça a exposição resultante da imersão artística 'vir a ser residência'

A Galeria de Arte e Pesquisa (GAP) da Ufes abre nesta terça-feira, 2 de agosto, às 17 horas, a exposição resultante da imersão artística vir a ser residência. Idealizada pelas artistas Letícia Fraga e Vivian Siqueira, a mostra propõe utilizar os rastros gerados a partir da ocupação da galeria, transformada em casa, dando novos significados a materiais que seriam descartados, trazendo a discussão sobre a geração e a escassez de recursos e sobre o trabalho doméstico e a divisão sexual do trabalho.

A intervenção poderá ser visitada pelo público de 3 a 18 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 13 às 17 horas. A entrada é franca.

Segundo as idealizadoras do projeto vir a ser residência, a casa é um paradoxo de proteção e aprisionamento do corpo, proporcionando a transformação e o conforto dos habitantes, concentrando, porém, as opressões. As artistas explicam ainda que a proposta questiona como ocupar, comportar-se e trabalhar em um espaço institucional que passa a ser moradia: “Residir é encontrar barreiras que garantem a mutação do corpo fora do campo de visão do mundo. Deixar-se destruir em segurança. É se transformar, deixar que a metamorfose inerente à vida aconteça sem impedimentos”, opinam.

Convívio e produção

Por séculos, a arte foi produzida quase que exclusivamente dentro de um espaço controlado pelo artista - como um ateliê - e depois levado para um local de apresentação ao público. No entanto, a partir dos anos 1970, propagaram-se as chamadas residências artísticas, que são lugares de convívio e produção fora dos redutos tradicionais. 

vir a ser residência foi uma três propostas de intervenção artística selecionadas por meio do edital Residência Resistência, da GAP. A coordenadora da galeria e professora do Centro de Artes, Isabela Frade, explica que a residência artística consiste na disponibilização de um espaço no qual os artistas podem produzir em um ambiente de imersão, sendo disponibilizada infraestrutura para que permaneçam na galeria enquanto desenvolvem seu trabalho, sob o olhar do público. “A residência se divide em duas partes: a primeira, com a entrada das artistas na galeria, que ocorreu em 14 de julho; e a segunda com a saída delas e a exposição dos resultados da imersão, ocorrendo a inversão dos papéis, com o público tornando-se protagonista do processo”, destaca.

A GAP está localizada em frente ao Centro de Vivência, no campus de Goiabeiras, em Vitória. Mais informações estão disponíveis no perfil da Galeria no Instagram.

 

Texto: Superintendência de Comunicação da Ufes

 

 

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