Nove periódicos da Ufes crescem em qualidade na avaliação Qualis/Capes

19/01/2026 - 18:41  •  Atualizado 21/01/2026 16:21
Texto: Sueli de Freitas     Edição: Thereza Marinho
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Capa da última edição da revista Guará

Nove periódicos da Ufes tiveram crescimento na classificação Qualis da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) referente à avaliação quadrienal de 2021-2024. O Qualis/Capes é uma ferramenta de avaliação de revistas científicas indicando a qualidade e o impacto de artigos publicados por pesquisadores e estudantes de mestrado e doutorado em todo o Brasil, sendo fundamental na avaliação dos programas de pós-graduação.

Dos 23 periódicos científicos da Ufes, a Revista Guará foi a que teve maior evolução, saindo da classificação B1 para A1. A Temporalis e a Dimensões - Revista de História da Ufes saíram do escore A2 para A1; a Revista Sofia foi do A3 para o A2; a Simbiótica Revista Eletrônica e a Revista Educação Especial em Debate foram do B1 para o A3; os Cadernos de Pesquisa em Educação do B1 para o A4; a Revista Kiri-Kerê Pesquisa em Ensino do B2 para o B1 e a Percursos Linguísticos do B3 para o B1. Outros onze periódicos da Universidade mantiveram a classificação - como a Argumentum, que manteve o conceito A1 - e três tiveram leve declive.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) da Ufes, Valdemar Lacerda Jr., afirmou: “Recebemos com muita satisfação este resultado com elevação do conceito Qualis/Capes de nove dos 23 periódicos da Ufes, o que equivale a cerca de 40%. Podemos citar, por exemplo, periódicos no conceito mais alto, que é o A1: no Qualis anterior era apenas um e agora subiu para quatro. Esse resultado reflete o apoio da Administração Central, o trabalho dos editores, pesquisadores e das agências de fomento, em especial a Fapes [Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo]”, afirmou.

Critérios

O Qualis é lançado a cada quatro anos pela Capes. Ele avalia todos os periódicos que tiveram publicações ligadas a programas de pós-graduação no quadriênio anterior. Entre os critérios para a classificação estão o índice de citações da revista, indexação em bases de dados internacionais e fator de impacto. A classificação indicando qualidade e relevância vai do A1 (maior relevância) ao nível C (menor relevância).

“É um resultado muito significativo, porque demonstra o quanto as revistas da Ufes estão melhorando sua qualidade no sistema de avaliação nacional. Esse avanço é devido a uma série de políticas de incentivo. A Fapes é uma grande parceira, apoiando periódicos da Ufes e [de outras instituições] do Estado”, afirmou Sérgio Lins, diretor de Pesquisa da PRPPG, lembrando que 50% dos periódicos do Espírito Santo tiveram um aumento em seus indicadores no último Qualis, alinhando-se aos resultados da Ufes e confirmando o impacto do apoio da agência estadual. "Vale ressaltar também o apoio que os periódicos receberam em dois editais da agência específicos para apoio à Editoração de Periódicos", pontuou. 

Lins destacou, ainda, a criação do Comitê Gestor do Portal e dos Periódicos da Ufes, em 2021, composto por docentes de diversas áreas que atuam como editores de periódicos, como algo fundamental para esse avanço. “No final do ano passado, a Câmara de Pesquisa aprovou a concessão de 15 horas de carga horária para professores que atuam como editores-chefes dos periódicos da Ufes, reconhecendo e incentivando o trabalho editorial”, afirmou. or gentileza, em uma das menções à Fapes, incluam um destaque para o apoio que os periódicos receberam em 2 editais da agência específicos para apoio à Editoração de Periódicos. É algo importante de ser incluído tanto para a Ufes, quanto para a Fapes.

Outro incentivo às publicações científicas é o Fundo de Apoio à Pesquisa (FAP) da Ufes, “que todo ano também destina uma parte do recurso para fazer a editoração desses periódicos”, disse Lins. 

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