A Ufes recebeu nesta terça-feira, 25, a visita do contra-almirante Robledo Costa e Sá, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm). Durante o encontro com o reitor, Eustáquio de Castro, foram discutidas parcerias entre as duas instituições, como a participação da Universidade no Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM).
A reunião aconteceu no gabinete da Reitoria e, além do reitor, estiveram presentes o chefe de Gabinete da Reitoria, Gustavo Cardoso; a superintendente de Governo e Gestão Estratégica, Cristina Engel; a diretora de Relações Interinstitucionais, Ana Beatriz Fonseca; e a diretora da Fundação Espírito-santense de Tecnologia, Patrícia Bourguignon.
A disponibilização de vagas para pesquisadores fazerem parte de missões científicas também esteve em pauta. A proposta é que eles embarquem, neste semestre, em um navio com contêiner-laboratório. A ideia foi recebida pelo reitor com entusiasmo, uma vez que, para os estudantes, será uma grande oportunidade de aprendizado.
Atualmente, a Ufes já coordena o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), estabelecido a partir de um convênio firmado entre a Marinha do Brasil (MB) e a Fest.
Manifesto pela soberania digital
Ainda durante o encontro, o reitor apresentou ao contra-almirante a minuta do manifesto em defesa da soberania digital, proposto pela Ufes em conjunto com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e com o professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e idealizador da Caravana LF de Soberania Digital, Mauro Oliveira. O documento começou a ser elaborado no último dia 20, após as discussões do painel Soberania Digital e IA no Contexto Capixaba, realizado na Universidade, e contêm as principais conclusões, propostas e encaminhamentos para o controle sobre dados considerados estratégicos e o uso da inteligência artificial a serviço do interesse público. A ideia é que, após a adesão de diferentes entidades, ele seja entregue à ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
A recente criação do Comitê Interinstitucional de Monitoramento de Emergências Climáticas e Desastres (CIMECli) também foi apresentada ao contra-almirante. A iniciativa, afirmou o reitor, surgiu a partir de experiências vivenciadas com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (2015) e como forma de se preparar para o Super El Niño (fenômeno caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico e associado ao aumento da probabilidade de eventos climáticos extremos em diferentes regiões da América do Sul).
Fotos: Tatiana Moura
Universidade Federal do Espírito Santo