A Ufes deu início, nesta terça-feira, 3, à mobilização para o cadastro de especialistas no Banco de Fontes Negras - Diversidade e Representatividade na Comunicação Institucional. A ferramenta é direcionada a docentes, técnicas e técnicos-administrativos em educação (TAEs) e estudantes de pós-graduação pretos e pardos da Universidade que desejam se colocar à disposição de veículos de imprensa, equipes de comunicação institucional e estudantes para debater temas de relevância nos mais diversos campos do conhecimento, a fim de contribuir para ampliar a visibilidade e o reconhecimento da produção acadêmico-científica desenvolvida pela comunidade negra da Ufes e fortalecer sua presença no debate público.
A adesão é voluntária e deve ser realizada exclusivamente por meio de um formulário on-line, sendo obrigatório o uso do e-mail institucional (@ufes.br ou @edu.ufes.br). O cadastro ficará disponível até o próximo dia 20.
No questionário, as pessoas interessadas em ser fonte deverão indicar seu vínculo com a Ufes, áreas de expertise, temas de domínio para entrevistas e o link para o currículo Lattes. Coordenada pela Secretaria de Comunicação (Secom) com o apoio da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), a iniciativa integra as ações de promoção de inclusão do Gabinete da Reitoria e tem como objetivo ampliar a diversidade de vozes na mídia, além de qualificar o debate público com a produção intelectual desenvolvida pela comunidade negra da Universidade.
Para assegurar a privacidade das fontes, o Banco não terá os dados de contato divulgados publicamente. O acesso a e-mails e telefones será restrito à equipe de assessoria de imprensa da Secom, que mediará as solicitações de entrevistas e demais demandas. No momento do cadastro, a pessoa inscrita poderá ainda indicar suas preferências de contato, optando pelo repasse direto dos dados ou solicitando que os assessores verifiquem sua disponibilidade antes de cada atendimento.
Jornalismo antirracista
A iniciativa segue diretrizes do jornalismo antirracista e adota modelos já implementados em outras instituições federais, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reafirmando o compromisso da Ufes com a visibilidade e a valorização das trajetórias intelectuais de pessoas pretas e pardas.
“A proposta do Banco é que especialistas negras e negros sejam reconhecidos como referências não apenas em temas ligados às questões raciais, mas também em posições de autoridade técnica na imprensa, protagonizando discussões sobre saúde, tecnologia, artes, política, educação, meio ambiente, economia, inovação, direito e outras áreas estratégicas do conhecimento”, destaca a jornalista da Secom Adriana Damasceno, que está conduzindo a iniciativa.
Em caso de dúvidas ou esclarecimentos adicionais, as pessoas interessadas podem entrar em contato com a Secretaria de Comunicação pelo e-mail comunicacao@ufes.br.
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Universidade Federal do Espírito Santo