Mutirão utiliza tecnologia de ponta para evitar cegueira causada pelo diabetes

Estudantes e professores da Ufes se juntarão a médicos e servidores do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes) e outros voluntários para atender gratuitamente mais de 150 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), previamente agendados, que vivem com diabetes. A terceira Ação Pelo Diabetes acontece neste sábado, dia 26, no Centro de Visão do Hucam, e é uma iniciativa do Núcleo Avançado de Retina e Pesquisa em Oftalmologia (Narpo), programa de extensão da Ufes que se dedica a desenvolver pesquisas e ações para a promoção da saúde visual.

Uma das formas de avaliar a condição oftalmológica dos pacientes será por meio de um retinógrafo portátil (foto), um aparelho que é acoplado num celular e que utiliza inteligência artificial para identificar lesões na retina dos pacientes. Essa tecnologia possibilita que mais pacientes sejam avaliados criteriosamente num intervalo de tempo reduzido, com resultados disponíveis instantaneamente após uma avaliação de alta qualidade. Assim, a população será triada a fim de evitar complicações decorrentes de doenças como retinopatia diabética (que está no foco da campanha), glaucoma, descolamento de retina, degeneração macular relacionada à idade e retinoblastoma. Cada paciente poderá ter uma consulta médica mais completa para saber como está a saúde de seus olhos.

Se necessário, os pacientes também poderão realizar, no mesmo atendimento, exames mais específicos, como tomografia de coerência óptica, procedimentos terapêuticos com laser e medicamentos, além do agendamento de cirurgias.

Com o mutirão, diversos pacientes que estão com consultas médicas atrasadas ou que não realizam acompanhamento adequado poderão receber orientações para o manejo de sua condição clínica. Para atender toda a demanda, o evento contará com mais de 30 voluntários, entre acadêmicos de medicina, médicos, enfermeiros e servidores.

Diabetes: um risco silencioso

Cerca de 16 milhões de pessoas no Brasil vivem com diabetes no Brasil. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), esse número, que cresceu 3,3 milhões nos últimos dez anos, pode ultrapassar os 19 milhões em 2030. No mundo, estima-se que uma em cada dez pessoas adultas conviva com a doença, que é grave, não tem cura e pode trazer complicações para vários sistemas do organismo.

Quase metade da população com diabetes não sabe que tem a doença. Por ser silenciosa, muitas pessoas não tratam a diabetes e aumentam o risco de desenvolver complicações que, com acompanhamento médico adequado, podem ser evitadas. A retinopatia diabética é uma dessas complicações que acometem a retina e pode causar desde comprometimento visual até a cegueira, incapacitando a população acometida.

A retinopatia diabética constitui uma grande ameaça para a preservação da saúde do paciente com diabetes e grande ônus social e econômico para o sistema de saúde pública. O diagnóstico e o tratamento precoce tanto do diabetes quanto da retinopatia diabética são fundamentais para a manutenção da qualidade visual e de vida da população que sofre com a doença.

Além da avaliação oftalmológica, os pacientes atendidos na Ação Pelo Diabetes receberão orientações médicas sobre como ter uma vida mais saudável e como controlar o diabetes. Isso porque a educação acerca da doença deve ser feita permanentemente, tanto quando se fala em prevenção quanto ao se almejar seu controle, o que evita agravos agudos e crônicos em longo prazo. A compreensão da doença contribui para sua detecção precoce e redução da velocidade das complicações secundárias, especialmente a cegueira decorrente da retinopatia diabética.

O evento é coordenado por Thiago Cabral, médico e professor da Ufes, e conta com apoio da Federação Internacional de Diabetes (IDF), Federação Nacional das Associações e Entidades em Diabetes (Fenad), Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

 

Com informações e fotos do Núcleo Avançado de Retina e Pesquisa em Oftalmologia (Narpo)
Edição: Thereza Marinho

 

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