Nova sinalização começa a ser instalada nos campi da Ufes

22/09/2023 - 16:44  •  Atualizado 26/09/2023 12:10
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Os campi da Ufes estão recebendo nova sinalização. Em Goiabeiras e Maruípe, as placas nas entradas para veículos e portões de acesso de pedestres já foram instaladas, o que vai acontecer em breve também nos campi de Alegre e São Mateus, e na unidade de Jerônimo Monteiro. Essa é apenas a primeira fase do projeto que prevê mais algumas etapas: instalação de mapas perto das entradas e estacionamentos; sinalização direcional das edificações ao longo dos anéis viários e passarelas; e identificação externa dos prédios.

A implantação do projeto deverá ser concluída até junho do próximo ano. O investimento total é de aproximadamente R$ 1,4 milhão.

“Essa é mais uma entrega de projeto estruturante para a Universidade, que visa melhorar a acessibilidade e a mobilidade, além de garantir mais informações para todos aqueles que circulam os campi da Ufes”, afirma o superintendente de Infraestrutura, Alessandro Mattedi.

O projeto foi desenvolvido pelo Laboratório de Projetos em Design (ProDesign Ufes) – contando com a participação de estudantes e professores do curso de Design – em parceria com a Diretoria de Planejamento Físico da Superintendência de Infraestrutura da Ufes.

Segundo o professor Mauro Pinheiro, coordenador do ProDesign Ufes e do projeto, a proposta da nova sinalização vem sendo debatida desde 2013. Em 2017, o projeto foi interrompido em função dos contingenciamentos de verba, sendo retomado na atual gestão da Universidade.

Informações progressivas

O professor explica que no projeto foram utilizadas diferentes estratégias para facilitar o entendimento do espaço pelos visitantes e facilitar o deslocamento pelos campi. “Esse sistema foi pensado para apresentar a informação de maneira progressiva, usando os princípios de wayfinding”, diz Pinheiro. “A pessoa terá uma visão geral ao entrar no campus por meio de mapas, chamados de diretórios. Ao andar pelo campus, terá o reforço da sinalização direcional, ajudando a guiá-lo pelos caminhos; e ao chegar nas edificações, terá a confirmação pela sinalização identificadora”, complementa.

Ele conta que foram projetados mapas/diretórios globais e locais: “o diretório global apresenta o mapa de cada campus inteiro, com uma lista dos prédios e a respectiva numeração. Os diretórios locais apresentam mapas mais detalhados de regiões específicas, como o Centro Tecnológio, em Goiabeiras, por exemplo. Esses elementos serão posicionados perto dos portões de entrada de pedestres e dos estacionamentos, que são os pontos em que os visitantes deixam os carros e passam a andar pelo campus”.

Outra sinalização é a direcional, indicando onde estão os centros, prédios, laboratórios, pró-reitorias e demais serviços, como bancos, restaurante universitário, bibliotecas e outros. “Serão centenas de conjuntos de placas direcionais orientando os visitantes. Essas placas se dividem em direcionais de pedestre, junto aos caminhos internos dos campi, e direcionais de veículos, nos anéis viários, para orientar os motoristas”.

A última etapa será a identificação dos prédios, para que a pessoa saiba que chegou ao seu destino. “Essa sinalização identificadora estará presente não só nas entradas dos prédios, já que em alguns casos os acessos não estão visíveis junto às vias por onde as pessoas transitam”, afirma o coordenador do ProDesign Ufes.

Acessibilidade

O projeto também priorizou o uso de cor como informação e foram criados padrões gráficos para cada cor, de modo a facilitar a identificação por quem tem dificuldade de distinguir cores.

O professor afirma que a proposta foi dividir os setores de acordo com as particularidades de cada campus, a partir da identidade já existente. “Em Goiabeiras, nós optamos por seguir uma classificação que já ocorria naturalmente. O campus tem regiões bem definidas. A região do Centro de Educação Física e Desportos; a região do Centro de Artes, onde estão os Cemunis; a região dos ICs, onde estão os centros de Ciências Exatas, de Ciências Humanas e Naturais, e de Educação; a região dos CTs, onde está o Centro Tecnológico; a região do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas; e um conjunto de prédios que estão espalhados pelo campus e que são ligados à Administração Central, como a Biblioteca Central, o Restaurante Universitário, o Centro de Vivências”.

Em Maruípe, as cores são usadas para distinguir os prédios acadêmicos, administrados pela Ufes, dos prédios ligados ao Hospital Universitário, administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Em São Mateus, o campus já tinha uma organização clara, por eixos, que foram representados cada qual por uma cor.

“Considerando que parte da população tem dificuldade para distinguir cores, nós criamos padrões gráficos para cada cor, de modo que mesmo aqueles que têm algum grau de daltonismo possam perceber os padrões e, assim, perceber também os grupos de informação e a setorização do espaço representada tanto pela cor quanto pelo padrão”, destaca o professor.

Tipografia

Para o projeto foi desenvolvida uma tipografia específica. A família tipográfica Ufes Sans, desenvolvida no ProDesign pelo professor Ricardo Esteves e seus alunos, é de uso gratuito e está disponível para download.


Texto: Sueli de Freitas
Fotos: Mariana Simões e Dhebora Molina (bolsista de projeto de Comunicação) 
Edição: Thereza Marinho