Pesquisa "Inclusão escolar em tempos de pandemia" aponta para a importância do uso adequado de materiais

Os resultados da pesquisa Inclusão escolar em tempos de pandemia, de abrangência nacional, foram apresentados nesta segunda-feira, 16. A proposta é oferecer subsídios para a definição de políticas públicas direcionadas à educação especial no contexto da pandemia do novo coronavírus, além de propor estratégias a serem desenvolvidas nas redes de educação básica.

Acesse o documento completo no arquivo anexado abaixo ou por meio do link https://www.fcc.org.br/inclusao-escolar-em-tempos-de-pandemia/indexm.php, no qual há ferramentas de acessibilidade para leitura.

O documento aponta para o uso adequado de equipamentos e materiais a serem utilizados nas atividades de ensino-aprendizagem na perspectiva inclusiva, como material impresso, aulas gravadas e on-line, rádio e TV. A pesquisa assinala, ainda, as principais dificuldades enfrentadas pelos professores e a importância da participação da família nas atividades escolares.

O professor Douglas Ferrari, do Centro de Educação da Ufes e um dos coordenadores da pesquisa, destaca que o material produzido traz contribuições importantes para o aperfeiçoamento da educação especial. “É um documento muito rico que vai orientar o desenvolvimento de ações para a inclusão do estudante com deficiência no ambiente escolar nesses tempos de ensino remoto”, pontua o pesquisador. “O objetivo maior é a plena acessibilidade no ensino remoto”, propõe.

Participantes

A pesquisa foi realizada por meio da parceria entre a Ufes, a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Fundação Carlos Chagas (FCC) e a Universidade de São Paulo (USP). Responderam ao questionário 1.594 professores que atuam na educação especial: classe comum de alunos, atendimento educacional especializado, escola ou classe bilíngue para surdos, e escola ou classe especial. A pesquisa on-line foi realizada em julho de 2020, envolvendo profissionais da educação especial de todos os estados brasileiros.

De acordo com Ferrari, o Brasil possui cerca de 1,25 milhão de estudantes público-alvo da educação especial. “É um número bastante expressivo de matrículas na educação básica, sendo que a grande maioria estuda em classes comuns”, observa. Ele aponta que, no contexto da pandemia, as desigualdades têm se aprofundado, daí o desenvolvimento do projeto. E acrescenta que os alunos da educação especial enfrentam inúmeras barreiras para acessar e permanecer nas instituições de ensino e, assim, terem assegurado o direito à educação. A pesquisa, segundo ele, identifica as diversas práticas que são desenvolvidas em diferentes regiões do país, e os seus resultados contribuem para o compartilhamento de diferentes experiências escolares e para o debate na sociedade sobre o tema.

 

Texto: Luiz Vital
Edição: Thereza Marinho

 

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