Ufes, em parceria com Unifesp, desenvolve estudo sobre efetividade de ações on-line baseadas em mindfulness

04/03/2026 - 16:49  •  Atualizado 04/03/2026 18:26
Texto: Tatiana Moura     Edição: Thereza Marinho
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Cartaz de divulgação do projeto

Pesquisadores do Projeto SER, vinculados ao Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com instituições de ensino de diferentes partes do país, entre elas a Ufes, estão desenvolvendo um ensaio clínico com o objetivo de investigar, de forma comparativa, a efetividade de intervenções on-line baseadas em mindfulness na promoção da saúde mental da comunidade acadêmica. A previsão é que a formação dos grupos de atenção plena tenha início na segunda quinzena deste mês. 

Mindfulness é uma prática que propõe concentrar a atenção no momento presente, observando pensamentos, sensações corporais e o ambiente com curiosidade e sem julgamentos, em estado mental de atenção plena. A prática tem sido procurada como uma forma de lidar com o estresse e aumentar a produtividade.

O estudo comparará duas modalidades de grupos on-line: uma que utilizará um aplicativo de mindfulness como material de apoio às práticas; e outra sem o uso de aplicativo, contando apenas com a condução do protocolo em grupo. O público-alvo é composto por membros das comunidades acadêmicas vinculadas às instituições de ensino parceiras do projeto que sejam maiores de 18 anos e tenham disponibilidade para participar dos encontros. Pessoas interessadas em participar podem clicar aqui para preencher o formulário.

As atividades dos grupos de mindfulness terão duração de nove semanas, com a realização de um encontro on-line semanal de 90 minutos, sem qualquer custo para participação. Ao longo desse período, serão trabalhados conteúdos voltados ao desenvolvimento da atenção plena e do manejo emocional, incluindo: atenção plena na vida diária; reconhecimento de pensamentos, emoções e reações; estratégias para lidar com situações desafiadoras; aceitação e ação habilidosa; autocuidado e promoção de um estilo de vida equilibrado; bem como o cultivo da autocompaixão e do suporte social.

As sessões serão conduzidas de forma estruturada, combinando práticas meditativas e exercícios experienciais, favorecendo a aplicação dos aprendizados no cotidiano das pessoas participantes.

Cada grupo será composto por até 20 integrantes. De acordo com os pesquisadores, a seleção está ocorrendo em etapas, iniciando com o cadastro on-line, seguido pelo preenchimento de um formulário de triagem em saúde, pela verificação dos critérios de inclusão e exclusão e, quando necessário, por uma avaliação adicional realizada pela equipe de pesquisa.

Suporte

A professora do Departamento de Ciências da Saúde e responsável local pela condução do estudo, Lívia Melo, assinala que as pessoas interessadas que não atenderem aos critérios de inclusão serão encaminhadas para grupos humanitários. E, nos casos em que a equipe identificar a necessidade de cuidado especializado, será realizado o encaminhamento para a rede de atendimento em saúde mental, assegurando o suporte adequado e o compromisso ético do projeto.

“A nossa ideia é não deixar ninguém sem participar. Mesmo que as pessoas não sejam elencadas para a pesquisa, elas poderão participar dos grupos humanitários que serão formados aqui na Universidade. Esse é um projeto de extensão que dialoga muito com a nossa Pró-Reitoria de Bem-Estar Comunitário”, explica.

A estimativa é que o estudo se estenda até dezembro, com possibilidade de ampliação para 2027. Além da professora Lívia Melo, integram a equipe local as professoras Bárbara Juliana Borges, do Departamento de Ciências Farmacêuticas; Grace Kelly Freitas, do Departamento de Educação Integrada em Saúde; e Valeschka Guerra, do Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento.

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