Reitor da Ufes recebe estudantes cotistas após intercâmbio acadêmico em Minnesota

20/08/2026 - 17:30  •  Atualizado 20/08/2026 19:28
Texto: Sueli de Freitas, com informações da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade     Edição: Thereza Marinho
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Foto do reitor com os estudantes

O reitor Eustáquio de Castro recebeu na tarde desta quinta-feira, 20, a delegação da Ufes que acaba de retornar de Minnesota, nos Estados Unidos, onde participou de um intercâmbio acadêmico e da 7ª Conferência Mundial sobre Soluções para a Desigualdade Econômica Racial e Étnica, realizada na Humphrey School of Public Affairs, da Universidade de Minnesota.

Kaio Lima, que cursa Ciência da Computação; Rômulo dos Santos, estudante de Letras-Inglês; e Tamyres Costa, aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Ufes, foram selecionados para integrar as atividades de internacionalização desenvolvidas no âmbito da colaboração entre a Ufes e o College of Education and Human Development da universidade norte-americana. Por meio dessa parceria são desenvolvidas, desde 2017, ações de colaboração acadêmica, científica e institucional, coordenadas, no âmbito da Ufes, pela diretora de Iniciativas Internacionais, Marina Aleixo, e pela secretária de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad), Patrícia Rufino. Os estudantes viajaram acompanhados da secretária Rufino, da assistente social da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad), Luana Curitiba; e do professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Maurício do Valle.

Na recepção aos estudantes, o reitor Eustáquio de Castro destacou a importância da participação de graduandos e pós-graduandos da Ufes em eventos internacionais, “levando a cultura, a tecnologia e os conhecimentos produzidos na nossa Universidade para o mundo”. 

Na foto acima, Christie Vieira (Secretaria de Relações Internacionais), Luana Curitiba, Thamyres Costa, Rômulo dos Santos, Kaio Lima, Eustáquio de Castro e Patrícia Rufino.

Embaixadores

Os alunos integram o projeto Embaixadores na Ufes, vinculado ao Projeto Interdisciplinar de Internacionalização Brasil/EUA: perspectivas para tecnologias sociais e desenvolvimento humano, que é desenvolvido pela Saad em articulação com a Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Ufes. Entre os objetivos desse projeto está ampliar as possibilidades de participação dos estudantes nos processos de internacionalização, com atenção especial aos estudantes que ingressaram por meio das políticas de ações afirmativas.

Além de participantes do Projeto Embaixadores na Ufes, os três estudantes têm em comum uma trajetória que expressa o alcance das políticas de democratização do ensino superior: são os primeiros de suas famílias a acessar a graduação por meio da política pública de cotas.
 

Os estudantes apresentando um trabalho
Os estudantes em um seminário sobre educação e tecnologia

Patrícia Rufino destaca que, para esses estudantes, a participação no intercâmbio representa não apenas uma experiência acadêmica internacional, mas a abertura de novos caminhos para eles e suas famílias, ampliando as possibilidades de formação, produção de conhecimento e construção de novas perspectivas profissionais.

Vivências acadêmicas

Durante a permanência em Minnesota, os estudantes participaram de uma programação que articulou formação acadêmica, pesquisa, extensão, educação e conhecimento das experiências sociais e comunitárias desenvolvidas na região. As atividades permitiram aos participantes conhecer práticas pedagógicas, projetos de pesquisa, iniciativas de extensão e experiências comunitárias desenvolvidas em Minnesota.

A experiência também possibilitou o contato com bairros, movimentos comunitários voltados à promoção da igualdade, iniciativas de atendimento a pessoas refugiadas e experiências sociais relacionadas à diversidade, direitos humanos e justiça social.

Na conferência, o grupo participou de debates e diálogos com pesquisadores, estudantes, lideranças comunitárias e representantes de diferentes países, como África do Sul, Estados Unidos e Índia, conhecendo diferentes estratégias de enfrentamento às desigualdades econômicas, raciais e étnicas. Ao final do evento, os estudantes receberam certificados em reconhecimento à participação e às contribuições apresentadas durante a programação.

Experiências marcantes

Segundo Kaio Lima, um dos destaques da viagem foi a participação em um seminário sobre educação e tecnologia. “Como minha área é ciência da computação, me identifiquei bastante. Outra experiência que me marcou foi a visita ao Memorial de George Floyd [assassinado em Minneapolis em 2020]. De volta à rotina na Ufes, Lima afirma que “traz uma nova perspectiva para a continuação dos estudos” após a graduação, já pensando no mestrado e no doutorado.

Romulo Santos destacou a participação na Conferência Mundial como o “clímax da viagem”. Ele afirmou: “Eu pude conhecer pesquisadores de vários lugares, trocar experiências. Foi uma troca cultural importante”. Santos lembrou, ainda, de um evento com representação da ONU, que ouviu os estudantes sobre perspectivas futuras, e das apresentações sobre educação no Brasil feitas pela delegação capixaba no evento mundial.  

A estudante Tamyres Costa, que apresentou um trabalho no evento, salientou o compartilhamento de experiências como pesquisadores de outros países como algo muito positivo. “Esse intercâmbio me marcou como estudante, professora e pesquisadora da negritude e da raça. Como professora de escola pública de ensino médio no Espírito Santo, pude compartilhar meu trabalho sobre educação nas relações étnico-raciais. Também gostei muito de conhecer uma parte diversa dos Estados Unidos, marcada pelo povo imigrante, latino, asiático, pessoas muçulmanas, enfim, uma grande diversidade que não aparece como a cara oficial dos Estados Unidos, mas que é os Estados Unidos. Foi possível entender um pouco mais sobre a perspectiva, as lutas e os desafios deles [imigrantes]”, afirmou. 

Fotos: Sueli de Freitas e Saad

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